quinta-feira, 2 de julho de 2009

Graça e presença nos jardins etéreos
:: Wagner Borges ::
(Lá, Onde a Canção é Sempre a da Luz e do Bem).Olá, pessoal.Agora é madrugada de sábado para domingo.Tive uma experiência muito legal ainda agora e quero compartilhar com vocês um pouco da graça que ganhei.Há algum tempo que venho sentindo uma saudade de algum lugar indefinido. Por isso, fiquei com vontade de subir no alto de uma montanha e ficar lá meditando um pouco. Depois, pensei em ficar junto de algum lugar com muita água por perto. Na verdade, eu estava é com saudades de um sítio extrafísico, do qual eu não me recordava conscientemente.Ou seja, eu estava acessando o tal lugar em espírito e, por isso, a saudade batia forte e eu não me dava conta, aqui na vigília, e estava procurando fora o que já estava dentro de mim.E hoje eu tive a felicidade de redescobrir esse sítio de luz.Tudo começou quando eu mostrava alguns CDs de um músico new age para dois amigos que estavam comigo aqui em casa (o Sevananda e a Priscila).Eu já vinha sentindo uma sensação psíquica há algumas horas, e até disse para eles: `Tem algum lance espiritual rolando, mas eu ainda não consegui sintonizar o que é. Vamos sentar aqui e escutar algumas músicas inspiradas. Acho que vou escrever algo, se eu conseguir pegar o lance´.Então, sentamos nós três, no quarto onde faço meus trabalhos de energia e ficamos ali curtindo o som, de olhos fechados. Foi quando vi espiritualmente o lugar extrafísico, que não tenho como descrever em palavras. E lá, vi vários seres de luz, consciências avançadas mesmo, e eles se comunicaram comigo, de espírito a espírito.Também não tenho como descrevê-los aqui, e ainda tive a intuição de deixar suas presenças no anonimato. Ou seja, eles não queriam nenhuma divulgação, deles ou do lugar.E aí, para minha surpresa, eu recebi em minha mente, como um bloco de idéias, vindo deles, a informação de que eu estaria recebendo uma graça naquele momento. E que eu pedisse algo, o que quisesse, e que não perguntasse sobre os motivos disso.E, do fundo do meu coração, eu pedi a eles que me dessem aquilo que fosse o melhor para minha evolução; que eles determinassem o que fosse o melhor e que eu já agradecia só por tê-los visto e ao tal sítio de luz. E algo veio, mas não tenho a mínima idéia do que é!E aí, outra surpresa: eles me sugeriram que eu poderia compartilhar a graça sutil com outras pessoas, bastando pensar nelas, de uma a uma. Então, pedi ao Sevananda e à Priscila que sentassem junto de mim. E deixei a graça fluir sobre eles, para que o melhor para a evolução deles acontecesse... E eles sentiram muitas coisas e uma onda de serenidade e contentamento em seus corações. Depois, lembrei-me de um monte de gente e pedi por elas, individualmente.Primeiramente, pedi pelas minhas filhas, meus pais e meus irmãos. Na seqüência, pedi pelos meus amigos mais queridos, de vários lugares. E fui pensando em muita gente... Até mesmo em pessoas complicadas, algumas assediadas espiritualmente; outras, doentes; e outras que até me trataram mal em várias ocasiões. E o mais legal: tanto para os amigos, quanto para os outros lembrados, o meu pedido era o mesmo: que acontecesse o melhor para evolução de cada um!Naturalmente que, ao pensar em algumas pessoas, acabei espontaneamente pegando lances das coisas que rolam com elas, físicas e extrafísicas, e até mesmo vi algumas entidades obsessoras atreladas nelas. E, não fiz por menos: também pedi a graça para os espíritos assediadores (e vi que alguns deles foram retirados espiritualmente, de maneiras que não sei descrever).Ao final, depois de pensar em muitas pessoas mesmo - várias delas jamais saberão disso, e outras, nem mesmo acreditariam -, inclusive, algumas que eu não vejo há anos, fiquei quietinho, ainda curtindo as músicas e o momento, até deixar de ver as imagens extrafísicas do tal sítio de luz e dos seres bondosos que me deram uma graça, sei lá por que... E que graça é essa? Não tenho a mínima idéia. E também não sei a graça que foi para cada um que pedi. Só sei que algo bom, da luz e do amor, desceu aqui, e eu pude compartilhar isso com muita gente. Coisas assim não podem ser explicadas convencionalmente. Tudo pode rolar, desde uma doença que desaparece antes mesmo de surgir no físico, até uma desobsessão secreta, às vezes de muitos anos, que ninguém tinha notado. Também pode ser que a graça seja a dissolução de uma condição cármica antiga, ou mesmo um reforço espiritual para que alguém tenha forças para superar uma adversidade e aprender sua lição com inteligência e paz.Em alguns casos, pode ser a partida de alguém; em outros, a chegada!Uma graça não pode ser classificada. E nem sempre é detectada. Mas é sempre pelo melhor. É um presente dado pelo Céu.O engraçado é que liguei para alguns amigos e os acordei no meio da madrugada, para dizer-lhes o seguinte: `Acabei de pedir uma graça para vocês, mas não sei o que é; só sei que é bom!´Finalizando, deixo alguns escritos de improviso, vindos do coração.Talvez alguns de vocês peguem uma carona nessas vibrações e percebam algo além das palavras... Algo que não tenho como descrever.Talvez, o melhor seja dizer: `Recebam de coração algo que não sei o que é, mas que é bom pra caramba!´* * *Lá, além do mundo, eu vi um jardim etéreo, onde pousam os Budas.Acima, a montanha da sabedoria; embaixo, o lago da serenidade.Na atmosfera em torno, a luz rosada do amor incondicional.Então, por obra e graça de um Poder Maior, eu vi a reunião dos seres de luz.Eu vi Jesus e Ghandi conversando sobre a compaixão.Eu vi Krishna e Rama regenerando corações, dos homens e dos espíritos.Eu vi Rumi e Kabir dançando na luz...Eu vi Kuan-Yin e Yemanjá abençoando as águas curativas.Eu vi Shiva e Tara conversando sobre as energias e a vida.Eu vi Shankara e Ramana Maharishi falando sobre discernimento.Eu vi Abraão e Francisco de Assis falando sobre a árvore da vida.Eu vi Lao-Tzé e Chuang-Tzú brincando com uma bola de Chi.Eu vi Maomé e Mahavira conversando sobre as maravilhas celestes.Eu vi Khalil Gibran e Fernando Pessoa escrevendo um poema juntos.Eu vi Rabindranath Tagore e Ramakrishna rindo juntos de alguma coisa...Eu vi o Pai Joaquim de Aruanda e a Mãe Maria rezando juntos.Eu vi o Padre Cícero e Manjushri irradiando energias para o mundo.Eu vi o Avalokitesvara cantando o mantra Om Mani Padme Hum...Eu vi os xamãs de várias tribos indígenas cantando a glória do Grande Espírito.Eu vi onde os Budas pousam serenamente...E eu lembrei-me dos muitos nomes pelos quais os homens chamam o Supremo: Deus, Papai do Céu, Mãe Divina, Alá, Jeová, Zambi, Tupi, Grande Espírito, Grande Mãe, Grande Arquiteto Do Universo, O Divino, O Todo, e outros mais... Dependendo de cada cultura e do valor intrínseco do devoto.Então, meu coração me disse: `Amigo, tudo é UM! Pouco importa o nome dado ao Supremo. Nomes são relativos, mas o Divino é Absoluto! O que vale é o amor, que acaba com todas as diferenças e separações ilusórias. É a luz, que dissolve as brumas do egoísmo e faz pensar na fraternidade. É a união de todos pelo bem comum. É o universalismo que respeita a cada Ser, com sua liberdade de expressão e integridade. Tudo é UM! E o amor e a luz confirmam isso.´P.S.: Uma voz sutil me disse, de espírito para espírito:`Receba a sua graça e não pense em mais nada... Apenas usufrua e, se quiser, compartilhe-a com outros. Pegue uma carona na serenidade...Não pense em nada... Apenas dance na luz!E, em seu coração, você sabe sobre o Grande Amor.Viaje com Ele... E sinta-se em casa.Compartilhar uma graça já faz parte da graça!É felicidade em movimento... É amparo secreto e tranqüilo.É contentamento que não tem preço.Não pense em nada... Apenas dance na luz!´Graça e Presença.Montanha de Sabedoria.Lago da Serenidade.Paz e Luz.Texto postado originalmente na lista do Grupo de Estudos e Assistência do IPPB -Wagner Borges - seu colega de evolução, com graça e agradecimento, que sabe que há muitas coisas que o dinheiro não compra e que o mundo não dá, principalmente energias limpas, lucidez e contentamento na jornada...São Paulo, 18 de janeiro de 2009.
Wagner Borges no site WWW.somostodosum.ig.com.br

segunda-feira, 29 de junho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

O QUE NÓS SOMOS NUNCA MUDA, MAS QUEM NÓS SOMOS NÃO PARA DE MUDAR!!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

QUEM É JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES

QUEM É JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES


ESTA LEITURA, BEM COMO SUA REFLEXÃO, É OBRIGATÓRIA


Joaquim Barbosa: Por dizer a verdade

Análise política

Joaquim Benedito Barbosa Gomes é o nome dele.

Conhecido como Joaquim Barbosa, apenas, ele é ministro do
Supremo Tribunal Federal do Brasil desde 25 de junho de 2003,
quando nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o
único negro entre os atuais ministros do STF.

Joaquim Barbosa nasceu no município mineiro de Paracatu em 7 de
outubro de 1954 (54 anos), noroeste de Minas Gerais.

É o primogênito de oito filhos.

Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família
quando estes se separaram.

Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na
gráfica do Correio Brasiliense e terminou o segundo grau, sempre
estudando em colégio público.

Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília,
onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.

Prestou concurso público para Procurador da República e foi
aprovado.

Licenciou-se do cargo e foi estudar na França por quatro anos,
tendo obtido seu Mestrado em Direito Público pela Universidade
de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu Doutorado em Direito
Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993.

Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor
concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Foi Visiting Scholar no Human Rights Institute da faculdade de
direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000), e
Visiting Scholar na Universidade da California, Los Angeles
School of Law (2002 a 2003).

Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na
Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É
fluente em francês, inglês e alemão.

O currículo do ministro do STF Joaquim Barbosa que vocês acabam
de ler foi extraído da Wikipédia, mas pode ser encontrado
facilmente nos arquivos dos órgãos oficiais do Estado Brasileiro.

“E o que mostra esse currículo?”, perguntarão vocês. Antes de
responder, quero dizer que o histórico de vida de Joaquim
Barbosa pesa muito neste caso, porque mostra que ele, à
diferença de seus pares, é alguém que chegou aonde chegou
lutando contra dificuldades imensas que os outros membros do STF
jamais sequer sonharam em enfrentar.

_Não se quer aceitar, nesse debate – ou melhor, a mídia, a
direita, o PSDB, o PFL, os Frias, os Marinho, os Civita não
querem aceitar –, que Joaquim Barbosa é um estranho no ninho
racialmente elitista que é o Supremo Tribunal Federal_, pois
esse negro filho de pedreiro do interior de Minas é apenas o
terceiro ministro negro da Corte em 102 anos, conforme a
Wikipédia, tendo sido precedido por Pedro Lessa (1907 a 1921) e
por Hermenegildo de Barros (1919 a 1937).

E quem é o STF hoje no Brasil? Acabamos de ver recentemente nos
casos Daniel Dantas, Eliana Tranchesi etc. É o que sempre foi: a
porta por onde os ricos escapam de seus crimes.

Joaquim Barbosa é isolado por seus pares pelo que é: negro de
origem pobre numa Corte quase que exclusivamente branca nos
últimos mais de cem anos, que julga uma maioria descomunal de
causas que beneficiam a elite branca e rica do país.

Sobre o que ele disse ao presidente do STF, Gilmar Mendes,
apenas repercutiu o que têm dito, em ampla maioria, juízes,
advogados, jornalistas, acadêmicos de toda parte do Brasil e do
mundo, que o atual presidente do Supremo, com suas polêmicas
midiáticas, com denúncias de grampos ilegais que não se
sustentam e que ele até já reconheceu que “podem” não ter
existido – depois de toda palhaçada que fez –, desserve à
instituição que preside e ao próprio conceito de Justiça.

Gilmar Mendes pareceu-me ter querido “pôr o negrinho em seu
lugar”, e este, altivo, enorme, colossal, respondeu-lhe, com
todas as letras, que não o confundisse com “um dos capangas” do
supremo presidente “em Mato Grosso”.

Falando nisso, a mídia poderia focar nesse ponto, sobre “Mato
Grosso”, mas preferiu o silêncio. Esperemos...

Finalmente, esse episódio revelou-se benigno para a nação, a meu
juízo, pois mostrou que ainda resta esperança para a Justiça
brasileira. Enquanto houver um só que enfrente uma luta
aparentemente desigual para si simplesmente para dizer o que
falam quase todos, porém sem que os poucos poderosos dêem
ouvidos, haverá esperança.

Enquanto um resistir, resistiremos todos.

Joaquim Barbosa é um estranho no ninho do STF, entre a elite
branca da nação, e está sendo combatido por isso e por
simplesmente dizer a verdade em meio a um mar de hipocrisia. O
Brasil inteiro sabe disso e essa talvez seja a verdade mais
importante, pois dará conseqüência aos fatos, se Deus quiser.

-“Vossa excelência está destruindo a Justiça desse país e vem
agora dar lição de moral em mim. Saia à rua, ministro Gilmar.
Vossa excelência não está na rua, está na mídia, destruindo a
credibilidade do Judiciário
brasileiro. Vossa excelência, quando se dirige a mim, não está
falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar.

domingo, 14 de junho de 2009

Dicas para se falar e escrever bem o português

A ler o jornal, li esta página e achei interessante.
TRIBUNA DO PARANÁ DO DIA 08/06/09 Dicas para se falar e escrever bem o português ***

"O caráter dá esplendor à juventude e respeito à velhice."Émerson***

1. Asfixia - A perícia concluiu que a causa da morte daquela criança foi uma asfixia provocada por estrangulamento. A palavra "asfixia" tem sua origem no termo grego asphyksía, as e designa a interrupção da respiração e da circulação sanguínea por estrangulamento, submersão etc. Por extensão, asfixia pode significar também falta de condições para o exercício de uma atividade, faculdade etc.: O despotismo causa a asfixia das liberdades individuais.
2. Tão só ­ tão somente. São duas formas de igual sentido. E atenção! Elas perderam o hífen. A grafia, segundo o acordo ortográfico, é sem hífen.
3. Verbo implicar. Observe as regências diversas:a) Ter implicância com. Ex.: Ele está implicando com a empregada.b) Comprometer-se, enredar-se. Pede a preposição em.: Ela costumava implicar-se em situações embaraçosas.c) Trazer como consequência, acarretar (transitivo direto): Aprender bem um idioma implica muito estudo e paciência.
4. Subsídio. Subsistir. Utensílio. Note que a pronúncia correta é: subsídio (sí, e não zí); subsistir (sis, e não zis); utensílio (sí, e não zí).
5. A abreviatura de general é gal.? Não, senhor! Gal é o nome da cantora! A abreviatura de general é gen. A abreviatura de coronel é c.el.
6. O correto é privilégio, e não "previlégio".
7. Nós nos adequamos às novas regras. Eu me adequava. Eu me adequei. Até aqui, tudo bem. Mas, adequar é verbo defectivo, só se usa nas formas arrizotônicas (que têm acento tônico fora do radical). Não se pode, por exemplo, dizer: "Ele não se adequa a nosso jeito". Use, em seu lugar, um sinônimo, como "adaptar" ou "ajustar". O único gramático que defende o ponto de vista contrário (regularidade do verbo adequar) é um gaúcho que se chama Adalberto Kaspary. 8. "Tais palavras não se podiam ouvir, quanto mais crer" (Vieira). Tal expressão é usual no falar cotidiano do brasileiro.
9. "Vamos cultivar a paz com nós mesmos." Pode parecer estranho, mas é correto.
10. Malferido escreve-se assim mesmo, sem hífem. Quer dizer: seriamente, ou mortalmente, ferido. O verbo é malferir.
11. Mal-educado, mal-entendido, mal-empregado. Escrevem-se assim, todos com hífen.
12. O plural de má-criação é más-criações. Significa grosseria, incivilidade. Não esquecer o hífen! PEGADINHAS:- a) Ele tem dois carros. Eles têm um carro.- b) Ele intervém nas discussões.Eles intervêm nas discussões.Respostas:- a) Correto. Mantém-se o acento diferencial circunflexo entre o singular e o plural, no verbo "ter" e seus derivados, no presente do indicativo.- b) Correto. Mantém-se ainda tal acento nas mesmas condições, no verbo "vir" e seus derivados. Gratos a todos pela colaboração. Por hoje, é só. Até o próximo domingo!
Albino de Brito Freire é juiz aposentado, é da Academia Paranaense de Letras. Leopoldo Scherner é da Academia Paranaense de Letras e professor universitário aposentado.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

FOI PUBLICADO NA COLUNA DO HAIDAR NA REVISTA CONSULTOR JURÍDICO DE HOJE.



COLUNA DO HAIDAR
Tarso Genro confessa que descumpre decisão judicial
Por Rodrigo Haidar
O ministro Tarso Genro aproveitou o lançamento do Observatório da Justiça, na Universidade de Brasília, semana passada, para manifestar o apreço que tem por decisões judiciais. Recordando o episódio da invasão e ocupação da reitoria da UnB por estudantes no ano passado, o ministro da Justiça contou essa: “À época, eu recebi uma ordem judicial para determinar à Polícia Federal a retirada dos estudantes que ocupavam a reitoria. Mas eu disse à juíza que não daria prosseguimento, porque acredito que os alunos estavam agindo legitimamente contra uma situação que havia se estabelecido na universidade”.
Para o ministro, decisão judicial só se cumpre quando se concorda com ela. Taí um bom tema para inaugurar o Observatório da Justiça, orgão do Ministério da Justiça que se propõe a promover debates sobre a Justica e o Judiciário.
Justiça como piadaÀ época, a certeza de que a decisão de desocupação não seria cumprida era tanta que virou piada na UnB. Os estudantes criaram uma calculadora que multiplicava a multa fixada em R$ 5 mil por hora de descumprimento da decisão pelos dias de invasão. Na calculadora, o sarcasmo: “Estamos devendo 500 mil reais para a UnB”. Com a benção do ministro da Justiça.


Greve das togas
Não será surpresa se, em breve, juízes federais fecharem seus gabinetes por um tempo. Há um movimento crescente a favor de fazer greve para pressionar por recomposição salarial e pelo andamento de projetos de interesse da categoria. Juízes reclamam que seus quase R$ 21 mil de salário estão congelados há quatro anos e que as propostas que instituem adicional por tempo de serviço e reestruturam a Justiça Federal andam a passos de tartaruga no Congresso.
Resumo da ópera: a greve, se houver, é contra a inércia dos deputados, mas os prejudicados serão os jurisdicionados, que pagam a conta.

Lista de inimigos
Um grupo de advogados de Porto Alegre defende que a seccional gaúcha da OAB faça uma lista de inimigos, a exemplo do que faz a OAB de São Paulo. O objetivo é registrar os nomes das autoridades que ferem prerrogativas de advogados. O cadastro promete ser usado quando o “violador de prerrogativas” se aposentar e pedir inscrição nos quadros da Ordem. É praticamente um SPC da advocacia. Em São Paulo, a lista é conhecidíssima e condenada pelas autoridades.

FORA DOS AUTOS

O ministro e as mulheres ao volante.
Na 4ª Turma do STJ, semana passada, os ministros julgavam o recurso de uma seguradora que se negava a pagar o seguro porque o motorista havia se acidentado enquanto dirigia na contramão. Não faltaram críticas à política de seguradoras de repassar aos clientes todos os riscos de acidentes.
“As seguradoras pretendem passar todos os riscos para os motoristas. É o plano risco zero”, criticou o relator da causa, ministro Aldir Passarinho Júnior. “Ora, eu mesmo já entrei inadvertidamente em uma via na contramão. É um risco que existe”, afirmou João Otávio de Noronha. “No Rio de Janeiro, já quiseram instituir seguro mais caro para carros de policiais militares”, lembrou o ministro Luis Felipe Salomão.
O presidente da turma, Fernando Gonçalves, não perdeu a deixa: “Se fosse assim, o seguro de carro de mulher seria sempre mais caro”. A subprocuradora, do lado direito do ministro, e a secretária da turma, ao seu lado esquerdo, coraram.
O ministro Salomão tentou salvar a bola fora do colega: “Nestes casos, ministro, o seguro do veículo, na verdade, é mais barato”.
Gonçalves emendou, de bico: “O que não deixa de ser um paradoxo”.

terça-feira, 2 de junho de 2009

T F
D I V UL G U E M
A filhinha de Min. do STJ é beneficiada numa maracutaia imoral, deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso. Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país. Que bandidos? Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina, acaba de conseguir uma decisão na justiça federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos. O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região (http://www.trf1..gov.br/) Autora: Glória M P Ribeiro e Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília. Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciário, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é ministro. Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e, adivinhem, obteve liminar. Fez a prova da segunda fase, a prova discursiva. Foi reprovada novamente. Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados. Adivinhem: ganhou nova liminar e mais: foi "nomeada provisoriamente" e está ganhando esse tempo todo no tribunal do papai (desde 1995!). Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22. Parece brincadeira, mas conseguiu. Seus pontos foram elevados num passe de mágica. O caminho das pedras foi arranjar um "professor particular" (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro. Aí veio o julgamento do mérito do caso. O juiz federal de Brasília (1ª Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro, nas custas e honorários de R$10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel louvaram a candidata, analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com louvor! Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos. Não é justo? A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o judiciário não corrige provas de concurso, devido à independência da banca examinadora e porque senão a Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos. Todo mundo sabe o que houve nos bastidores. Houve apostas no meio jurídico se a "banca Pádua Ribeiro" iria conseguir. Veio agora recentemente a sentença do TRF 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo. Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou. Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência. De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já elimina muitos candidatos! A sentença analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da "banca Pádua Ribeiro". Nem tudo está perdido. Existe recurso para o STJ, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não fiquem coniventes. Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado. E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo. O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua acima relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa "Glorinha", está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais. Parece gozação!... Divulguem. Divulguem. Vamos acabar com essa pouca vergonha!